Bares sofisticados apostam em gastronomia acessível e conquistam BH

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Assim como o requinte, a informalidade tem o seu lugar e pode ser uma poderosa ferramenta para quem quer se manter no mercado gastronômico belo-horizontino. Não por acaso, proprietários de consagrados restaurantes da cidade se renderam à tendência e não param de adicionar novos nomes ao leque de opções da capital dos bares. Alguns deles são Zé Trindade, Bar do Porcão e Nicolau Bar da Esquina.

Fernando Junior, presidente do Grupo Meet, inaugurou no dia 21 de março o Bar do Porcão, localizado em um lounge bem na entrada da churrascaria, no bairro São Bento. Segundo Junior, a aposta tem o objetivo de contemplar o público que aprecia as carnes e petiscos da casa, mas não está disposto a pagar pelo preço salgado do rodízio.

“Tínhamos clientes apaixonados pelo pastelzinho frito, que falavam que era o pastel mais caro de BH porque precisavam pagar um rodízio inteiro para saboreá-lo. Agora não precisam mais”, brinca Junior.

Bem mais acessível, o bar oferece porções de 400 gramas, que saem por valores entre R$ 17,90 e R$ 89,90. “Acho que conseguimos abraçar a cultura do belo-horizontino, que gosta de bar, de sentar para tomar uma cerveja, comer uma carne e compartilhar porções”, acredita.

O sucesso foi tanto que o empreendedor já se prepara para lançar uma cerveja própria, no próximo mês, que vai levar o nome da casa e será servida no local. A bebida artesanal foi testada para harmonizar com as carnes e deverá custar R$ 19 a garrafa de 600 ml.

Outro que apostou na ideia foi Leonardo Paixão. Famoso pela culinária rebuscada do restaurante Glouton, localizado no Lourdes, o chef inaugurou na primeira semana de abril o Nicolau Bar da Esquina, no Horto. Segundo ele, o objetivo é fazer uma gastronomia acessível, com um ambiente um pouco mais despojado e que abrace um público maior do que o da casa que o consagrou.

“Além dos frequentadores do Glouton, poderei chegar a outras pessoas, por causa da localização, da proposta e dos preços muito mais democráticos”, afirma. Por lá, ele garante, não haverá alta gastronomia. Mesmo assim, o capricho das refeições deverá ser mantido, com o charme extra de serem servidas em pratos esmaltados e copos lagoinha. “O que pretendemos é levar baixa gastronomia de qualidade, com um conceito mineiro feito com técnica e bons produtos”, diz.

Uma terceira casa deve entrar para o hall dos novatos no segundo semestre deste ano, inaugurada pelo chef Fred Trindade, proprietário do restaurante Trindade. Após reabrir em janeiro deste ano o Zé Trindade, bar que mantinha antes do famoso restaurante que leva seu sobrenome, Fred inaugurou mais uma unidade do boteco no Mercado da Boca, empreendimento gastronômico que funciona desde março no Jardim Canadá, em Nova Lima, e já pretende abrir uma nova unidade no segundo semestre do ano. “Sempre quis um lugar pequeno, com cara de boteco, mesinhas na rua e um ambiente agradável”, conta. Além de agradável, a abertura da terceira casa em menos de 1 ano também indica que o empreendimento pode ser bem lucrativo.

 

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