Cervejaria Sátira do Jardim Canadá pretende quadruplicar as vendas em 2018

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Produção atingiu 10 mil litros/mês

A Cervejaria Sátira, localizada no bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), em dois anos de funcionamento alcançou o volume de produção de 10 mil litros/mês. A previsão para o final de 2018 é de quadruplicar o volume vendido em 2017.

De acordo com o diretor de Marketing, Eduardo Gomes, apesar da crise que provocou a retração do mercado para itens de maior valor agregado, a cervejaria apresentou crescimento de aproximadamente 10% no seu volume de vendas no acumulado do ano e prepara expansão.

Segundo Gomes, mesmo sendo 2017 um ano de reestruturação da empresa, o desempenho foi satisfatório. “Contratamos um time de consultores de primeira linha para nos prepararmos para o plano estratégico que foi estabelecido”, destaca o diretor. Ele conta que após uma série de mudanças nos processos de gestão da empresa, o primeiro passo foi a mudança da identidade visual, seguido do lançamento do Growler Station, na última quinta-feira no bairro Sion, região Centro- Sul da Capital.

A inauguração da estação, ele diz, faz parte de uma série de ações para reafirmar a identidade descontraída, leve e questionadora da marca. Nesse sentido, toda a concepção do projeto foi pensada para convidar o público a vivenciar uma experiência mais relaxada, distanciada das tendências gourmetizadas do mercado atual.

“Não nos baseamos em nenhum outro local existente, queremos apenas refletir valores como o despojamento e alegria associados à marca e a história dessa bebida. O importante para nós é promover a diversão sem precisar de rótulos, de gêneros, sem idade e sem tribo.”, explica o diretor de Marketing. A Growler Station também conta com uma loja de souvenirs que oferece ao público desde acessórios de moda da Sátira até produtos do universo cervejeiro como copos, growlers, abridores, dentre outros.

Expansão – O segundo momento da expansão, esclarece Eduardo Gomes, irá se concretizar com a inauguração da casa-modelo no bairro Vila da Serra, em Nova Lima, prevista para junho de 2018. Os próximos locais de expansão ainda são mantidos em sigilo, mas tanto outros estados quanto parcerias no exterior estão sendo analisados.

O investimento até o momento, considerando a previsão de abertura da casa no bairro Vila da Serra, passa dos seis dígitos. “Em torno de 30% foi para o trabalho interno de reestruturação, 20% para compra de equipamentos relacionados à produção, análise do produto e disque-chope, cerca de 7% para o Growler Station e 43% previsto para a casa do Vila da Serra”, detalha.

Empresa já produziu para terceiros

O diretor de Marketing da Cervejaria Sátira, Eduardo Gomes, conta que antes da criação da marca própria, a cervejaria produziu durante alguns anos, com exclusividade em Minas, o chopp da Cervejaria Colorado, originária de Ribeirão Preto e considerada uma das principais microcervejarias brasileira. “Além da produção do chopp, distribuíamos as garrafas da própria Colorado e outras marcas, como Brassaria Ampolis e a Bodebrown, uma das mais premiadas e respeitadas do País”, observa. Em 2015, a venda da Colorado impulsionou a vontade de independência no mercado cervejeiro artesanal e fortaleceu o projeto da marca própria.

O lançamento da Sátira começou com a venda em eventos, bares e restaurantes parceiros. “Em 2015, montamos no nosso galpão um restaurante em parceria com o Mercado Grano, do Chef Leo Mendes, que foi um grande sucesso e durou até o final de 2016. Em seguida abrimos nosso bar na Savassi, para testar o modelo do negócio. A partir das análises feitas construímos o plano de expansão dessa nova Sátira”, explica. Segundo ele, a marca veio com a proposta de desmistificar a cerveja artesanal e tratá-la de maneira menos formal.

A Sátira produz vários tipos de cerveja, como a Specialty Beer e a American Wheat, até as versões mais robustas e amargas como a English Pale Ale, a India Pale Ale e a Brown – além de dois a três lançamentos sazonais por ano. “Trouxemos uma pegada na formulação que respeita nossas características de clima e cultura, com cervejas mais refrescantes, apesar de termos opções que são mais robustas e alcoólicas”, explica Gomes.

Fonte: Diário do Comércio

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