Estoque de sangue está baixo

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Hemominas pede que as pessoas façam doação antes de tomar a vacina contra febre amarela

Com o aumento dos casos de febre amarela em Minas Gerais, o estoque de sangue da Fundação Hemominas, que normalmente cai cerca de 30% durante o período de férias e Carnaval, pode ficar em situação ainda mais grave. Em muitos casos, o tratamento da doença exige o uso de grandes quantidades de componentes do sangue. Além disso, quem se vacina contra a febre amarela não pode doar sangue por 30 dias. Por isso, o apelo da Hemominas é que as pessoas façam a doação antes de se imunizarem.

Atualmente, os estoques dos tipos sanguíneos O, A e AB negativos e O positivo estão em estado crítico, e os demais estão em situação de alerta. Apenas o estoque do tipo AB positivo está estável. “A maior queda é no grupo O negativo, que é o doador universal. Nesse grupo, a queda chega a 40%. Ele é utilizado em maior quantidade em hospitais que atendem emergências, como o João XXIII, quando chegam pacientes em estado muito grave que precisam de sangue e não dá tempo de fazer a tipagem sanguínea”, explicou a assessora da gerência de captação e cadastro da Fundação Hemominas, Viviane Guerra.

Ela ressalta, no entanto, que a doação de todos os tipos sanguíneos é importante, sobretudo nesta época de sazonalidade da febre amarela, em que pacientes com a doença podem precisar de transfusões de sangue. “O uso do sangue é necessário para o tratamento de febre amarela, que causa vários impactos, principalmente no fígado e na coagulação, que podem provocar sangramentos. Os pacientes usam várias bolsas de sangue dos diversos hemocomponentes”, afirmou Viviane. Além disso, existe a demanda de rotina já atendida pelo banco de sangue.

Esses sintomas acometem apenas os pacientes que desenvolvem a forma mais grave da febre amarela, que, de acordo com o Ministério da Saúde, representam cerca de 15% do total de pessoas doentes. A maioria das pessoas não apresenta sintomas de febre amarela ou manifesta sinais semelhantes aos de outras viroses, como febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Nesses casos, o paciente pode melhorar em três dias e, muitas vezes, nem chega a ter atendimento médico e ser diagnosticado.

A orientação da Hemominas é que as pessoas que não foram imunizadas contra a febre amarela doem sangue antes de tomar a vacina – as duas coisas podem ser feitas no mesmo dia. Aquelas que já se vacinaram devem aguardar 30 dias antes de fazer a doação. Esse tempo é recomendado, de acordo com o Ministério da Saúde, devido à necessidade de se considerar o risco de transmissão da doença por meio de transfusão sanguínea após a vacinação de doadores de sangue.

Minas Gerais registra 18 mortos

A febre amarela continua a crescer em Minas Gerais, que tem pelo menos sete novos casos confirmados da doença, totalizando 31 ocorrências. Até o momento, o Estado contabiliza 18 óbitos com confirmação para febre amarela. Nenhuma das vítimas tinha se vacinado, de acordo com as autoridades em saúde.

Em Mariana, na região Central do Estado, os casos de febre amarela dobraram em relação ao último boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), no dia 17 de janeiro, de quatro para oito. Destes, três evoluíram para óbito, quatro pacientes ainda estão internados e um recebeu alta hospitalar. Além disso, há 12 pacientes com suspeita da doença internados em Belo Horizonte.

Em Nova Lima, na região metropolitana, cidade com mais mortes por febre amarela em Minas, um novo caso da doença foi confirmado na sexta-feira (19). O paciente permanece internado. Agora, o município tem seis óbitos e dois casos confirmados da doença, além de um caso suspeito. A prefeitura decretou situação de emergência em saúde pública por surto da doença.

Brumadinho, na região metropolitana, também confirmou um novo caso, totalizando três, sendo que um evoluiu para óbito. Em Sabará, na mesma região, um idoso de 74 anos é o primeiro paciente com confirmação da doença.

Reforço

Ações. Todas as prefeituras das cidades onde foram confirmados casos de febre amarela informaram que reforçaram a vacinação e as ações de combate e prevenção à doença.

Pacientes invadem posto em São Paulo

São Paulo. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo foi obrigada a montar um esquema especial de segurança na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Helena (zona Leste) depois que pacientes invadiram o posto, na sexta-feira, em busca da vacina contra a febre amarela. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, o tumulto aconteceu durante a distribuição de senhas para a vacinação. Pacientes se desentenderam, e alguns invadiram a unidade. A Polícia Militar foi chamada e compareceu à UBS para dar apoio aos agentes da GCM. Ninguém foi preso, e o atendimento continuou durante a tarde.

A UBS do Jardim Helena é uma das unidades de referência para vacinação de viajantes com destino a áreas de risco para a doença. Por isso, o posto está abastecido com apenas mil doses do imunizante. Mesmo restrito a quem vai viajar, a unidade tem recebido a procura de moradores da região. O governo do Estado informou que outras 90 UBS estão aplicando a vacina em quem reside ou trabalha na região.

Saiba mais

Doe. Os doadores de sangue devem ter entre 16 e 69 anos de idade e peso corporal acima de 50 kg. O agendamento da doação pode ser feito online, no site www.mg.gov.br, pelo aplicativo MGApp ou pelo telefone 155.

Zona da Mata. Um homem morreu na quinta-feira (18) com suspeita de febre amarela em Juiz de Fora. Segundo a prefeitura da cidade, há mais um caso sendo investigado na cidade, de um homem de 66 anos que está internado. Em Porto Firme, um homem de 42 anos também morreu na quinta-feira com suspeita da doença. Ele estava internado na capital.

Fonte: O Tempo

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