Protesto de moradores fechou BR-040 no limite de Nova Lima e Itabirito

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Segundo a Via 040, motoristas chegaram a enfrentar mais de três quilômetros de congestionamento em cada sentido

Os motoristas que passavam pela BR-040 na manhã desta sexta-feira (4) enfrentaram pelo menos três quilômetros de lentidão em cada sentido causados por uma manifestação de moradores de bairros que ficam no limite entre as cidades de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, e Itabirito, na região Central do Estado. A via só foi completamente liberada por volta das 11h.

Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ato acontece na altura do km 572 e teve início por volta das 8h30. Os cerca de 50 manifestantes fecharam os dois sentidos inicialmente, deixando somente uma faixa liberada no sentido Rio de Janeiro. Cerca de uma hora depois, o grupo liberou também uma faixa no sentido Belo Horizonte da rodovia.

Ainda segundo a corporação, trata-se de moradores de dois bairro às margens da rodovia, que reivindicam serviços de água e energia elétrica. Eles incendiaram pneus para obstruir a via. Segundo a Via 040, há pelo menos três quilômetros de congestionamento nos dois sentidos da rodovia.

O TEMPO conversou com Ana Paula de Oliveira Maciel, de 35 anos, que é subsecretária da AMALI, associação de moradores do bairro Água Limpa, que fica na divisa entre as duas cidades.

“Moro aqui há cinco anos, mas tem gente há mais de 30 anos e que continua sem os serviços básicos. Tudo começou em 1953, quando seria um condomínio na época de JK, mas não foi liberado e começaram as invasões. São mais três mil famílias no local. Na parte de Itabirito, que é o bairro Dona Rosa, está até pior que aqui. Não temos água, luz, escola, nada. São 527 crianças atravessando a BR todo dia para estudar”, reclama.

De acordo com os moradores, a prefeitura de Nova Lima alega que está quebrada e que seria preciso fazer um mapeamento. “Falam que já tem o ‘Luz para Todos’, mas a prefeitura tem que abrir as ruas com o maquinário. O prefeito só tem que abrir a licitação autorizando a Cemig a instalar. E a Copasa alega que é preciso ter luz para termos rede de tratamento de esgoto e água tirada da cisterna, mas nada acontece”, denuncia Ana Paula.

Em nota, a Prefeitura de Nova Lima informou que já está agendada na próxima quarta-feira (9), uma reunião entre os moradores do bairro e o governo municipal para discutir a melhor forma de resolver a questão.

Atualizada às 18h20

Fonte: O Tempo

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